Prefeitura confirmou que houve ao menos sete soterramentos na cidade, com 440 pessoas desabrigadas
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o momento em que um imóvel desaba na Rua Cristiano Roças, em Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais. Ao menos sete pessoas morreram em decorrência das chuvas que atingem a região desde a segunda-feira, dia 23. Outras 18 pessoas morreram em Juiz de Fora.
O temporal também causou perdas materiais significativas para a população do município. Casas foram invadidas pela água e moradores perderam móveis, roupas e outros bens. Outras imagens também mostram carros arrastados pela enxurrada durante o temporal.
A Prefeitura mobiliza esforços para atender os atingidos e pede o apoio da população, e o Fórum Cultural foi definido como ponto oficial de arrecadação de alimentos, roupas e itens de primeira necessidade. As doações serão destinadas às famílias afetadas.
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? TEMPO | Prédio desaba após chuva extrema no município mineiro de Ubá. Saiba mais em https://t.co/cCRIo33qLf. ?? https://t.co/ZFV8Wt8owz pic.twitter.com/isFPN35M21
— MetSul.com (@metsul) February 24, 2026
A Prefeitura também informou que a inundação comprometeu a estrutura de prédios públicos, o que levou à suspensão temporária de atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Policlínica Regional e na EAP Central. O Serviço de Transportes Assistenciais também está suspenso. Os atendimentos de hemodiálise serão mantidos, dentro das condições operacionais disponíveis. As equipes trabalham para restabelecer os serviços o mais rápido possível, segundo a prefeitura.
Ao menos 14 mortos em Juiz de Fora
Em Juiz de Fora, as chuvas também causaram destruição, com desabamentos de edificações e deslizamentos de terra. No bairro Paineiras, região central da cidade, a queda de um barranco soterrou parte de um prédio e duas casas. Em nota divulgada na manhã desta terça-feira, a prefeitura informou que 14 pessoas morreram em sete deslizamentos, que ocorreram em bairros distintos. A prefeitura informou que os deslizamentos que deixaram vítimas fatais ocorreram nos bairros JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. A Defesa Civil registrou 251 ocorrências ao decorrer do dia. Segundo a prefeita Margarida Salomão (PT), diversos bairros estão ilhados.
— Quem tentou andar pela cidade hoje sabe que os bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, que também é uma coisa histórica. Os córregos estão todos absolutamente transbordando. Então, é uma situação de calamidade — disse Margarida, em um comunicado divulgado nas redes sociais na madrugada desta terça-feira. O mês de fevereiro já registrou 584 milímetros de chuva, se tornando o mais chuvoso da história da cidade. O recorde anterior era de fevereiro de 1988, quando o acumulado atingiu 456 milímetros. De acordo com a prefeitura, o volume registrado neste mês corresponde a 270% do total esperado para fevereiro, que era de 170,3 milímetros.
Calamidade Pública
Ainda durante esta madrugada, a gestão municipal instituiu estado de Calamidade Pública em Juiz de Fora, que vigorará por 180 dias. Os servidores foram autorizados a trabalhar de forma remota nesta terça-feira, e as aulas nas escolas municipais foram suspensas. — Isso permite que nós recebamos recursos federais, estaduais, humanos e materiais para nos alcançar nessa grave situação. O estado de Calamidade também permite a participação de voluntários, para que a gente possa superar essa dificuldade muito grande que as pessoas estão vivendo. — disse Margarida. — É uma situação extrema que exige medidas extremas.
A prefeitura também informou que há três escolas funcionando como ponto de acolhimento para os desabrigados: Escola Municipal Paulo Rogério dos Santos, Escola Municipal Murilo Mendes e Escola Municipal Camilo Ayupe. "As equipes atuam no atendimento a ocorrências de alagamentos, soterramentos, imóveis com risco estrutural e retirada preventiva de moradores em áreas vulneráveis. O reforço operacional inclui militares especializados, cães de busca e equipamentos específicos para atuação em desastres", informou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.
Fonte: Com informações O Globo
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