A pesquisa reforça a importância de se explorar a riqueza amazônica de maneira consciente, respeitando o equilíbrio ambiental e promovendo alternativas mais naturais e acessíveis para o autocuidado.
Um estudo conduzido pela doutoranda Kezia Macedo da Silva e Silva, tecnóloga em Estética e Cosmética, revela o potencial terapêutico da pupunha (Bactris gasipaes) como ingrediente natural para formulações cosméticas voltadas à saúde da pele e dos cabelos.
O artigo, desenvolvido em parceria com as pesquisadoras Elizete Garcia da Costa e Lourdes Mylla Rocha Perdigão, ambas da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), traz uma revisão sistemática baseada em publicações científicas entre 2020 e 2024, comparando a pupunha a outros frutos amazônicos amplamente utilizados na indústria da beleza, como açaí, buriti e coco.
Composta por carotenoides, vitamina E, ácidos graxos insaturados e antioxidantes suaves, a pupunha apresentou resultados significativos como hidratante, regenerador e antioxidante, com desempenho superior ao óleo de coco em aplicações faciais e capilares, devido à menor comedogenicidade — o que a torna ideal para peles sensíveis e cabelos fragilizados.
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Enquanto o buriti segue como referência em fotoproteção, a pupunha se sobressai por sua leveza, rápida absorção e ação equilibrada, atributos desejáveis em produtos voltados ao bem-estar e à estética. O estudo também ressalta a baixa toxicidade do fruto e sua alta compatibilidade com a pele humana.
Para as autoras, investir na pupunha como bioativo é também uma forma de valorizar os saberes tradicionais da Amazônia e promover uma cosmética mais ética, sustentável e alinhada à biodiversidade regional. “Trata-se de um ativo versátil, seguro e com grande potencial de inovação para a cosmetologia natural”, afirma Kezia Macedo.
A pesquisa reforça a importância de se explorar a riqueza amazônica de maneira consciente, respeitando o equilíbrio ambiental e promovendo alternativas mais naturais e acessíveis para o autocuidado.
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