23 de Janeiro de 2026

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Violência contra Mulher - 30/07/2025

O que se sabe sobre o feminicídio cometido no estacionamento de academia

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Foto: Reprodução/Google

Cheryla Carvalho de Lima, de 44 anos, foi assassinada com golpes de faca por João Paulo Silva Matos, 35, com quem estava há cerca de um mês. O homem foi preso logo em seguida, nas redondezas, por um policial de folga

Por volta do meio-dia de ontem, a rotina de Samambaia Sul foi interrompida por gritos, correria e desespero. No estacionamento de uma academia, na QR 516, a vida de Cheryla Carvalho de Lima, de 44 anos, foi brutalmente arrancada com golpes de faca desferidos por João Paulo Silva Matos, 35, com quem estava em um relacionamento há cerca de um mês.

 

Cheryla tinha acabado de deixar a filha no trabalho quando foi surpreendida pelo agressor. Segundo testemunhas e familiares, o casal discutiu antes do ataque. "Só ouvimos os gritos e a confusão aqui na rua, mas, quando chegamos, ela estava estirada no chão", disse um morador local que não quis se identificar. Segundo relatos de testemunhas, João Paulo teria segurado a mulher e a esfaqueado repetidamente no pescoço, nas costas e na barriga.

 

Após o crime, o homem fugiu do local, mas foi capturado pouco tempo depois por um policial de folga. O militar Marcos Bontempo tinha saído da academia e presenciou a cena. "Assim que ouvi os gritos, saí correndo e vi algumas pessoas desesperadas pedindo socorro. Quando cheguei mais perto, vi a mulher caída no chão, bastante machucada", relatou o policial.

 

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Enquanto estava ao telefone, pedindo socorro para a mulher, populares informaram a direção por onde o suspeito havia fugido. Minutos depois, o soldado conseguiu localizá-lo cercado por populares. "As características batiam e a arma, uma faca, estava no local. Dei voz de prisão ali mesmo. Ele ofereceu resistência, mas consegui contê-lo até a chegada das viaturas", contou. O apoio veio do 10º Batalhão, que cobre Samambaia, e do próprio 27º Batalhão, onde o soldado é lotado.Sinais de tragédia

 

Dentro de casa, a relação era vista com preocupação. A família de Cheryla nunca aprovou o namoro. "A gente sabia que ele não era boa pessoa. Ele já tinha sido preso, usava drogas, bebia. Meu pai dizia que ele tinha espancado a ex-mulher", contou a filha da vítima, Thamyres Carvalho dos Santos, 22. Segundo ela, apesar dos alertas, a mãe insistia na relação. "Ela só queria ser amada. Tentou se afastar, mas ele sempre a procurava, e ela voltava".

 
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Cheryla morava com a mãe, os filhos e os irmãos na QR 514, a poucos metros de onde foi morta. O agressor não era bem-vindo na residência e costumava se encontrar com a vítima na rua. "A gente evitava contato. Não deixava ele entrar em casa. Sempre que ele tinha contato com a minha mãe, era na rua. Ele a chamava, e eles ficavam na esquina", disse Thamyres. 

 

Fonte: com informações Correio Braziliense

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