Ao longo do mês, Governo do Brasil realiza ações relacionadas ao Dia Internacional das Mulheres. Estão programadas entregas de novos equipamentos públicos e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência
O Governo do Brasil realiza, ao longo do mês de março, a Agenda Nacional do Março das Mulheres, com ações em todas as regiões do país. A programação reúne inaugurações, entrega de novos equipamentos públicos, fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, lançamento de estudos e pesquisas, além de iniciativas voltadas à autonomia econômica, à política de cuidados e à participação social.
As ações estão alinhadas ao Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que fortalece a articulação entre os Três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – para prevenir e combater a violência contra as mulheres e meninas. As atividades também integram o Plano Nacional de Cuidados - Brasil que Cuida, que reconhece o cuidado como política pública estruturante para a promoção da igualdade.
EXPANSÃO DA REDE DE PROTEÇÃO
Duas novas Casas da Mulher Brasileira serão inauguradas em março, em Macapá (AP) e Aracaju (SE), ampliando uma rede que já conta com 11 unidades em funcionamento no país. A Casa da Mulher Brasileira integra, em um único espaço, delegacia especializada, juizado, Ministério Público, Defensoria, atendimento psicossocial, apoio à autonomia econômica, entre outros serviços, garantindo acolhimento humanizado e atendimento integral às mulheres. Para esses serviços, já foram investidos, pelo Governo do Brasil, mais de R$ 373 milhões.
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TENDA LILÁS
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Durante o mês de março, diversos estados brasileiros também receberão a Tenda Lilás, por meio das ações do Governo do Brasil na Rua e nas Caravanas Federativas. A iniciativa oferece escuta ativa das demandas locais, rodas de conversa e atividades culturais com foco no enfrentamento à violência contra as mulheres.
MAIS CUIDOTECAS
Para fortalecer a Política e o Plano Nacional de Cuidados, dez novas Cuidotecas serão inauguradas em Institutos Federais de Paracatu (MG), Uberaba (MG), Natal (RN), Machado (MG), Presidente Epitácio (SP), e cinco unidades em Porto Velho (RO). Os novos espaços vão acolher crianças de 3 a 12 anos em horários alternativos à jornada escolar, especialmente no período noturno, permitindo que mães e demais responsáveis possam estudar, se qualificar e trabalhar sem que as responsabilidades de cuidado sejam uma barreira.
LAVANDERIA COLETIVA
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Outra iniciativa será a instalação de uma lavanderia coletiva em Mossoró (RN), com o objetivo de reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico, que atinge principalmente as mulheres, transformando o tempo dedicado às tarefas domésticas em oportunidades de estudo, convivência e formação. Além das áreas de lavagem e secagem, as lavanderias contam com sala multiuso para cursos e oficinas, brinquedoteca e recepção. Os espaços também devem abrigar atividades formativas sobre economia e divisão do trabalho doméstico, além de ações culturais e de lazer.
EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
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Fotos: Divulgação
Além das inaugurações e atividades interativas, o Governo do Brasil, por meio do Ministério das Mulheres, irá assinar protocolos que prevê o lançamento de materiais pedagógicos sobre a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica e nas universidades. Ações que incentivam a participação feminina na ciência e nas políticas de ações climáticas também estão na programação do mês, como a entrega do 2° Prêmio Mulheres e Ciência no dia 5 de março, em Brasília. A edição de 2026 traz como novidade a categoria Incentivo, que reconhece jovens de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro e estimula a presença de meninas nas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).
ATO MEMORIAL
A programação do Março das Mulheres foi inaugurada neste domingo, 1° de março, com o Ato Memorial pela Vida das Mulheres. A solenidade homenageou Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em 2025, e todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela violência de gênero no Brasil. A homenagem foi realizada no local onde o crime ocorreu, na zona norte de São Paulo. O objetivo do ato foi transformar o espaço da violência em território de memória, justiça e mobilização coletiva. Para isso, mais de 30 mulheres artistas foram convidadas para ocupar um mural com 200 metros de grafite, incluindo um retrato de Tainara, no qual a jovem aparece segurando um broto de planta, símbolo do renascimento e da permanência de sua memória em outras mulheres.
Fonte: Com informações Agência Gov
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